Clichê & Demodé

Poemas,poesias,punhetas mentais,coisas clichês,demodés,enjoadas,rispidas,loucas,...

quarta-feira, agosto 15, 2007

Sobre o tempo...


Com o tempo você aprende que as coisas não são como nos filmes, e que colorido nem sempre é assimilado, que por mais que seja casual e meramente sexual, um encontro entre duas pessoas, você sempre ficará nervoso e esperando alguém especial por trás de todas as máscaras. Aprende que seu corpo não foi achado na rua, e que você é a pessoa mais bonita que poderá ter por toda a vida até sua morte, portanto lembra porque é tão importante dormir mais cedo; Que a vida não se resume a um fora que levou na noite passada e que apesar de tudo dias depois conheces alguém que valeu muito mais a pena.

Aprende que por mais gente má que exista, sempre existirá gente boa no seu caminho (das quais às vezes você nem sempre se importou com elas); aprende a fazer daqueles que não te agradam ou não te merecem, bons amigos, e dos inimigos, fonte de inspiração para se tornar alguém melhor! Aprende que se sentir bem consigo mesmo não tem preço, fora ou dentro da academia, não importa o que os outros falem, você se sente feliz assim, foda-se quem não concorda!

Aprende que o futuro se faz no presente e que o passado (ruim) morreu no instante que se passou; aprende a arte de evitar pessoas negativas sempre com um sorriso no rosto e muita paciência; aprende que disciplina é liberdade, como diria Renato Russo; e que por mais que você tente viver com alguém, sempre haverá do que se discordar, e também do que aprender com ela. Aprende que o amor é infinito nos corações, mas que é perecível ao mundo exterior; aprende que as paixões são banais e passageiras e que você só vai amar alguém pela vida inteira quando aprender o que é tolerância!

Aprende que por mais que seja aborrecido um conselho, no final das contas você paga por ele, seguindo ou não!Aprende que sempre é bom um tempo sozinho, pra pensar, fazer um balanço e voltar novo; Aprende que por mais que você pense que aprendeu tudo, ainda tem mais a aprender!e principalmente aprende que é por isso que somos racionais...pela capacidade de aprender...mesmo que se erre!


Samuel Morais da Costa (qualquer semelhança com algum outro autor é mera coincidência,rsrs)

quarta-feira, junho 27, 2007

Tudo novo!!!


Bem...Hoje é véspera do meu aniversário! \o/
Então eu quero:

AGRADECER por todos os dias vividos até aqui e os que virão futuramente, meus pais queridos, minha família, meus bichos que já morreram, meus amigos, meus amores, pela saúde, pelo meu emprego divertido, meu ap pertinho do trabalho e da faculdade, pela facul que adoro, e por tudo que Deus me dará daqui pra frente!

DECLARAR Que sou feliz, tenho saúde, sou amado, sou prospéro, independente, bonito, bacana, criativo, ...!

ARRISCAR Mudar pra um emprego na minha aréa e ganhar bem com isso!

SOLICITAR Muiiiito dinheiro e que esse dinheiro seja maior do que minhas contas, um namoro tranquilo e prazeroso, um ap novo e bem localizado proprío, um carro, um emprego onde eu ganhe muito bem, que minha banda faça sucesso, que eu faça muitas viagens pra lugares bacanas, e que eu possa estar junto aos meus amigos e queridos em todas essas fases, em todos os momentos bons!

Porque meu desejo é uma ordem!!!! =D

Amén!

segunda-feira, junho 11, 2007

Eu te adoro. Eu te amo. Foda-se. Eu te amo, Eu...


Tire minha foto da parede
Ela não é bibelô, nem imagem santa
Meus traços, estão ainda jovens demais
Para que você me exponha como um troféu.

Recolha suas coisas do meu universo
Faça das escadas sua descida para liberdade
Que eu vou trancar o portão na sua cara
E me fechar em mim como de costume.

Seja lá como for, você foi...
É o percurso natural das coisas
Eu não interfiro, já aprendi...
O vento leva.Os ônibus e carros também.

Então visto que existe Platão
Leve-me ao bar...dê-me cigarros
Me seduza, foda comigo,
Mas por favor, poupe-me de falso moralismo.

quinta-feira, junho 07, 2007

Chocolate

Só, sozinho, um, solitário otário;
Busca no seu caminho vazio
Uma razão pra entender seus medos
No caminho de paisagens ocultas.

Sobe, desce, não se compromete;
Tenta achar nas faces alheias um porto
Pobre solitário por opção de opçõe
Clama por um beijo sabor de chocolate.

Tolo!Sabe que as pessoas são má
Porém acredita no amor eterno
Cansa a própria beleza no escuro da cidade
Depois deita e dorme como se nada tivesse acontecido.

Pobre príncipe sozinho que odeia seu rein
Há alguém lá fora te esperando, há muito tempo.
Porém você se encontra dentro de sua arrogância
E constrói em si fortalezas de preconceitos.

Quem a não ser ele destruirá seu reino, sua fortaleza?
E suas vestes de nada servem se você não se despe
Pobre príncipe solitário nem ao menos sabe o que é o amo
Portanto não consegue manter todo o tesouro que possui.

Morre aos poucos e chora calado, grita!
Chora, grita e morre calado, sofre!
Mas depois de tudo isso penteia-se, olha-se no espelho
Depois deita e dorme
como se nada tivesse acontecido.

Medo do Escuro

Minha noite foi mais uma noite
Mais um dia perdido em busca do nada
Onde nada se construiu e nada progrediu
Noite sem lua porém cheia de estrelas.

Há espaços longos demais entre as pessoas
Quase não se vê beijos, tudo é imagem;
Ninguém ri de verdade e nem há olhares
Todas as atenções estão voltadas para os bolsos e as etiquetas.

Morte a esse mundo vazio, onde não há cor!
Em que museu poderei ver o amor exposto?
Os lábios de muitos a tempos estão secos
Sedentos, porém, de orgulhos se cerram.


Não se provam entre si as bocas, nem se faz mais amor!
Era do vazio, dos prazeres solitários, dos vícios ordinários;
Do espírito de porco, da pose, da grife, e do engano
Ai que pobre coração é o meu e o seu, massas inócuas.

Alugaremos Bel & Ami e sujaremos nossas mãos de nós mesmos
Depois beijaremos o espelho em sinal de amor próprio
Cansei disso tudo! Aposentei minhas maquiagens
Destruí as máscaras e voltei a usar óculos.

A noite não é cruel, nós é que o somos.
Um bando de criancinhas medrosas
E nem lembramos que somos frágeis;
Quando chegamos em casa o travesseiro é quem sabe
Quantas lágrimas derramam por medo do escuro.

domingo, novembro 19, 2006

Minto

Um cigarro após o outro
Não vão me trazer a resposta
Uma cerveja atrás da outra
Não vai me dar coragem.

Uma balada após a outra
Não me deram amores
Uma estrada após o vazio
Só me trouxe mais do nada.

Um cérebro atrás de um rosto
Uma vida atrás dos outros
E uns poucos baseados
Umas garrafas de vinho.

Não me trouxeram muito
Do que eu almejo em meu caminho
Os mais estreitos corações
Encontram-se ridículos.

Uma chance para mim
Nessa chance eu me retiro
Visto a roupa que está suja
Eu minto... Eu minto.

Samuel Costa

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Envelheço

Minha solidão se alimenta de minhas mãos
De meus dedos em atrito com minha alma
Minhas variações de humor sarcásticas
É somente meu escudo contra a fumaça.

Minha solidão se esvai pelos cantos
E eu canto canto pra ver se chove.
Mas escurece em meu desasossego
E a cada dia eu envelheço.

A cada nota dessa música
É um pedaço que me exponho
A pensar que o amor existe
Mas de qualquer forma tudo é estranho.

Tudo o que sinto, tudo o que sou.
É um espelho da minha alma
Que há muito tempo procura
Algo que talvez não vá embora.
Samuel Costa

quarta-feira, novembro 15, 2006

Fado dos mil amores

Pornografias destiladas em vermelho
Sentimentos vãos decorados com flores
Lágrimas escondidas nos lençóis de cetim
Mãos distantes de qualquer toque de alma.

Meus pés teimam em sair sem rumo
Meu coração dispara um vazio descomunal
Que nada mais por hora consegue preencher
Nem mesmo minha poesia contrita.

Onde estará você agora nessa noite triste?
Acendo mais uma esperança infame
Espero ao passo de gigante você chegar
E você não vem, você nunca vem.

Então me visto de cinza e saio por ai
Entrego minha alma à primeira alma distante
Num beco qualquer da minha língua
Entregando sempre um pedaço do meu coração.

Esquecendo-me que o amor não existe mais
Em tempos de luxurias gregas disfarçadas,
Rostos amigáveis e mentirosos sorriem.
Frente a toda essa maré contraria,
O melhor é entregar-se ao fado dos mil amores.

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Boêmio

Sem sono e sem escrúpulos sigo só
Pelo caminho que você esteve
Eu sigo sem uma lembrança de seus passos
Na lida que eu poderia esquecer.

Mas eu sinto liberdade nos meus poros
Na minha alma errante e vagante
Sou um boêmio, exímio sonhador.
Por mais que me machuque eu ando.

Ando por ai mesmo sem sair
Sem ter aonde ir, sem tentar
Voltar os ponteiros o tempo passa
E eu um dia esqueço, eu esqueço.
Samuel Costa

quarta-feira, setembro 27, 2006

Quando Eu Te Conhecer...

Quando eu te conhecer vou levar:
Minha educação paterna
Meus óculos
Meus discos de rock
Meus anseios
Meus livros
Meus filmes
Minha estrada
Minha história
Minha música
Minhas poesias
Minha caixa
Meus chinelos
Chocolates
Escova de dente
Vinho
Sunga
Beijos
Aspirina
Felicidade
Meu zelo
Meu amor...
E o resto é o que iremos construir...

Pretensão

Queria tocar seus lábios e me envenenar
Docemente deixar escorregar meus dedos pelos seus
Sentir seu cheiro suave evaporando junto ao meu
Ter certeza de que esse momento seria eterno.

Abraçar-te bem forte como se fossemos nos misturar
Beijar teu ouvido devagar e sentir teu arrepio
Não falar nada, dizer tudo e ser entendido
Chorar nos teus braços e molhar-te de água e sal.

Deitar em teu peito e sentir que ali bate um coração
Sentir pulsar todas as nossas emoções num beijo
Queria que você existisse só pra mim
Ainda que fosse eterno enquanto durasse.

Nos dias de chuva você viria aqui só pra se aquecer
Eu te escreveria tantas poesias quanto você as quisesse
Assistiria comédia romântica só por você
E cantaria mesmo desafinado nossas músicas.

Apresentaria-lhe a minha mãe e te faria um bolo
Cuidaria de você quando estivesse triste ou doente
Guardaria você junto a aorta e o canteiro de flores
E desejaria que isso tudo fosse verdade amanhã.