Minto
Um cigarro após o outro
Não vão me trazer a resposta
Uma cerveja atrás da outra
Não vai me dar coragem.
Uma balada após a outra
Não me deram amores
Uma estrada após o vazio
Só me trouxe mais do nada.
Um cérebro atrás de um rosto
Uma vida atrás dos outros
E uns poucos baseados
Umas garrafas de vinho.
Não me trouxeram muito
Do que eu almejo em meu caminho
Os mais estreitos corações
Encontram-se ridículos.
Uma chance para mim
Nessa chance eu me retiro
Visto a roupa que está suja
Eu minto... Eu minto.
Samuel Costa
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Envelheço
Minha solidão se alimenta de minhas mãos
De meus dedos em atrito com minha alma
Minhas variações de humor sarcásticas
É somente meu escudo contra a fumaça.
Minha solidão se esvai pelos cantos
E eu canto canto pra ver se chove.
Mas escurece em meu desasossego
E a cada dia eu envelheço.
A cada nota dessa música
É um pedaço que me exponho
A pensar que o amor existe
Mas de qualquer forma tudo é estranho.
Tudo o que sinto, tudo o que sou.
É um espelho da minha alma
Que há muito tempo procura
Algo que talvez não vá embora.
Minha solidão se alimenta de minhas mãos
De meus dedos em atrito com minha alma
Minhas variações de humor sarcásticas
É somente meu escudo contra a fumaça.
Minha solidão se esvai pelos cantos
E eu canto canto pra ver se chove.
Mas escurece em meu desasossego
E a cada dia eu envelheço.
A cada nota dessa música
É um pedaço que me exponho
A pensar que o amor existe
Mas de qualquer forma tudo é estranho.
Tudo o que sinto, tudo o que sou.
É um espelho da minha alma
Que há muito tempo procura
Algo que talvez não vá embora.
Samuel Costa

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