Clichê & Demodé

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domingo, novembro 19, 2006

Minto

Um cigarro após o outro
Não vão me trazer a resposta
Uma cerveja atrás da outra
Não vai me dar coragem.

Uma balada após a outra
Não me deram amores
Uma estrada após o vazio
Só me trouxe mais do nada.

Um cérebro atrás de um rosto
Uma vida atrás dos outros
E uns poucos baseados
Umas garrafas de vinho.

Não me trouxeram muito
Do que eu almejo em meu caminho
Os mais estreitos corações
Encontram-se ridículos.

Uma chance para mim
Nessa chance eu me retiro
Visto a roupa que está suja
Eu minto... Eu minto.

Samuel Costa

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Envelheço

Minha solidão se alimenta de minhas mãos
De meus dedos em atrito com minha alma
Minhas variações de humor sarcásticas
É somente meu escudo contra a fumaça.

Minha solidão se esvai pelos cantos
E eu canto canto pra ver se chove.
Mas escurece em meu desasossego
E a cada dia eu envelheço.

A cada nota dessa música
É um pedaço que me exponho
A pensar que o amor existe
Mas de qualquer forma tudo é estranho.

Tudo o que sinto, tudo o que sou.
É um espelho da minha alma
Que há muito tempo procura
Algo que talvez não vá embora.
Samuel Costa