Fado dos mil amores
Pornografias destiladas em vermelho
Sentimentos vãos decorados com flores
Lágrimas escondidas nos lençóis de cetim
Mãos distantes de qualquer toque de alma.
Meus pés teimam em sair sem rumo
Meu coração dispara um vazio descomunal
Que nada mais por hora consegue preencher
Nem mesmo minha poesia contrita.
Onde estará você agora nessa noite triste?
Acendo mais uma esperança infame
Espero ao passo de gigante você chegar
E você não vem, você nunca vem.
Então me visto de cinza e saio por ai
Entrego minha alma à primeira alma distante
Num beco qualquer da minha língua
Entregando sempre um pedaço do meu coração.
Esquecendo-me que o amor não existe mais
Em tempos de luxurias gregas disfarçadas,
Rostos amigáveis e mentirosos sorriem.
Frente a toda essa maré contraria,
O melhor é entregar-se ao fado dos mil amores.
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Boêmio
Sem sono e sem escrúpulos sigo só
Pelo caminho que você esteve
Eu sigo sem uma lembrança de seus passos
Na lida que eu poderia esquecer.
Mas eu sinto liberdade nos meus poros
Na minha alma errante e vagante
Sou um boêmio, exímio sonhador.
Por mais que me machuque eu ando.
Ando por ai mesmo sem sair
Sem ter aonde ir, sem tentar
Voltar os ponteiros o tempo passa
E eu um dia esqueço, eu esqueço.
Sem sono e sem escrúpulos sigo só
Pelo caminho que você esteve
Eu sigo sem uma lembrança de seus passos
Na lida que eu poderia esquecer.
Mas eu sinto liberdade nos meus poros
Na minha alma errante e vagante
Sou um boêmio, exímio sonhador.
Por mais que me machuque eu ando.
Ando por ai mesmo sem sair
Sem ter aonde ir, sem tentar
Voltar os ponteiros o tempo passa
E eu um dia esqueço, eu esqueço.
Samuel Costa

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